Sabe, nomeia como quiser: carência, refúgio, saudade, maldade. Tanto faz. Vendo assim, superficialmente, é tudo isso. É ver meu futuro se afastando na mesma proporção que meu passado insiste em bater a porta. E, na dúvida, me conforto ouvindo o que queria da boca de outro alguém.
Pronto. Satisfeito?
Descompliquei meses e meses de supostos entendimentos.
Mas não é simples assim. É tanto sentimento envolvido, e sentimento é algo tão grande quando se trata do meu coração. Têm todos aqueles nossos momentos, aprendendo e guardando coisas pra sempre... Mas sempre se guarda um pouco de sempre. No mais, é só a imagem que eu guardei de vocês... Nem são vocês, entendem? Ou já to complicando?
Não vou ficar esperando vocês me acharem. Ei, eu to aqui! Me encara! Droga! Virou a esquina. Podia ser um grande amor, sabe? O dele foi. Mas foi curto. O teu é estreito. É difícil entender? Olha, to avisando no tempo, eu to bem aqui, eu sempre estive... Ta vendo? Poxa, ele continua parado ali. E se ele me ganha? Ganha de novo, sei lá. Eu sinto tua falta, mas penso nele. Ai, se tu me quisesse um pouco mais. Um pouco mais pra ti. Aiai, eu queria tanto gostar de ti. Mas nisso você complica. Lembra aquela vez que te disse que tu nunca me deixa entrar? Então... Abre a porta. Eu bato, bato, bato... No máximo tu me olhou do olho mágico. Abre isso logo, destranca tanta armação. Me dá você pra mim! Ta me querendo? To aqui, to aqui, to aqui. Droga! Não adianta, ele não vê. Uma hora eu decido ir de verdade...
‘Tendo certeza, mais uma vez, de que nunca sou eu que vou embora.’
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
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